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Ao Jairão, o grande "tata-herói"...  escrito em domingo 31 agosto 2008 00:40

Embora o Dia dos Pais tenha sido há três semanas, publico agora o texto que fiz ao meu pai, ao “tata”, àquele alemão cabeçudo que trata os nossos dois cachorros como filhos, tamanha a bondade e carinho que ele carrega em seu coração. Escrevo ao homem com o qual eu sou tão parecido, físico e psicologicamente... Hoje, é inegável nossa semelhança. Por bobeira custei a reconhecer isto, mas hoje me orgulho e tenho o prazer em constatar isso: sou sim igualzinho ao seu Jairo, o homem mais incrível e admirável que já conheci.

Ah, o “tata”.. Sim, assim eu o chamo, e, curiosamente foi essa a primeira palavra que pronunciei. Foi dele que herdei os adjetivos essenciais para seguir a carreira jornalística: a persistência e o gosto por “repassar informações” (como eufemismo para a fofoca... hehe). Outra característica que temos em comum é o grande valor que damos às nossas amizades e a garra que temos ao enfrentar os revezes do destino. Oh, como é bom ser parecido com ele!... Estou para conhecer um homem com tamanha humildade, resignação e honestidade.

Tenho o privilégio de meu pai nunca ter me deixado faltar nada. Nunca fomos ricos, daqueles que esbanjam dinheiro. Mas a prioridade dele e de minha mãe sempre foi eu. Eles sempre acreditaram no meu potencial e me apoiaram nas decisões. As dificuldades sempre foram dribladas para que minhas vontades fossem atendidas o máximo possível. E, graças a Deus, tenho orgulho em dizer que a todo esse investimento posso retribuir da maneira que eles merecem.

Nossa relação sempre fugiu a todos os padrões de relações entre pai e filho, e talvez seja esse o motivo que a torna tão especial.

É, nós dois brigávamos muito, principalmente na hora do almoço! Era sagrado cada meio-dia! “Eu não agüento mais vocês dois!”, irritava-se minha mãe. Mas penso que aquela era a maneira de demonstrarmos nosso carinho. Uma maneira fora do comum, eu sei. Mas a gente se entendia daquele jeito, e era feliz assim. Muito feliz!

O mais curioso de tudo é que, quando a minha mãe não estava junto conosco, a gente não brigava. Minha mãe sempre dizia: “Então sou eu o problema!”. Mas discordo dela: creio que aquelas brigas  eram para disputar a atenção da mulher maravilhosa que ela é. Quando ele era caminhoneiro e eu viajava com ele nas férias, a gente se acertava muito bem, e nossa relação de pai e filho se fortalecia a cada instante.

 Lembro dos meses, quando minha mãe se ausentou de nossa casa para tratar de sua saúde em Porto Alegre, em que nós dois nos unimos de uma maneira mais intensa. Naquela época, dependíamos um do outro. Cozinhávamos toda noite: ele assava sempre um pedaço de carne no forninho e eu fazia o arroz. Jantávamos e íamos nos sentar à área de nossa casa, sempre bebendo um samba de Velho Barreiro ou algumas cervejas. Não eram necessárias  palavras para demonstrarmos o quanto estávamos sofrendo naquela época com a ausência de minha mãe. Nossa união em cada tarefa do cotidiano dava conta disso..

 ***

Dia 17 de fevereiro de 2008. Era em torno das 13h. Estava partindo de Pirapó para vir estudar em Criciúma. Já próximo ao carro, alguns familiares estavam ali enquanto arrumávamos, com um tremendo esforço, as muitas bagagens dentro do carro do meu tio Fernando, que nos levaria até Santo Ângelo. Foi então que, em meio àquelas pessoas, senti a falta do meu pai. “E o tata, mãe?”... E, para minha surpresa e comoção, ela disse: “Teu pai tá lá dentro do quarto, chorando. Vai lá falar com ele, Ale...”.

Não tive coragem de ir. Com a emoção à flor da pele que eu estava, sabia que seu fosse até lá, entraria em desespero e a partida seria ainda mais dolorosa. (olha o drama... hehe)

Instantes depois, meu pai veio até mim e, embora seu esforço em tentar esconder a tristeza escancarada em seu semblante, o rosto molhado denunciava seu sofrimento naquele momento. Despedi-me dos outros familiares que estavam ali e chegou o momento de falar com meu pai. Demos um abraço envergonhado diante daquela situação. Ele me disse com a voz embargada: “Te cuida lá, Ale!”.  “Tchau, tata!”, foi a única coisa que consegui falar.

Queria falar tanta coisa naquele momento... Havia ensaiado um verdadeiro discurso para aquele dia. Queria pedir desculpas por todas as vezes que não retribuí da maneira que ele merecia o amor que sinto por ele, por todas as muitas coisas que falei a ele de maneira estúpida e impensada e que sei que o magoaram muito. E o mais importante: queria agradecer pelo pai incrível que ele foi e que, por machismo e imaturidade, eu nunca dera o braço a torcer para reconhecer. Nossa despedida se resumiu àquele abraço simbólico, e foi um dos momentos mais marcantes da minha vida.

Já no ônibus, vindo à Criciúma, perguntei à minha mãe o por quê que ele havia chorado. “Ele ficou com pena de ti por te ver saindo de casa para chegar a um lugar em que tu não conhece ninguém”... Meu pai sempre foi preocupado comigo. Ele nunca dizia isso em palavras, mas todas as suas atitudes para me ver feliz revelavam (e revelam) isso. Ah, tata... Jamais terei como agradecer tudo isso... Como eu te amo, admiro, o orgulho que sinto de ti...! 

Por ironia (ou não) do destino, uma música de Oswaldir e Carlos Magrão - uma das duplas preferidas de meu pai - , “Um Pito”, resume aquele momento perfeitamente. “Olha guri, repares o que estás fazendo... Depois que fores é difícil de voltar... [...] Se vais embora, por favor, não te detenhas! Sigas em frente, não olhes para trás! Que assim não vais ver a lágrima existente, que molha o rosto do teu velho, meu rapaz.[...]”

Mas quero ser o responsável por fazer aquele rosto molhado de lágrimas ainda por muitas vezes. Só que não mais de tristeza ou dor... E sim porque tenho certeza que meu pai ainda vai poder se orgulhar muito de mim, e assim como eu tenho prazer em dizer que ele é o meu pai, ele ainda vai pronunciar com satisfação, com aquela gagueira peculiar a ele: “Esse é o meu filho! Esse é o Ale, esse é o MEU GURI!”

 Te amo muito, tata. Obrigado por tudo, tudo mesmo.

 Um abração.

                Alessandro Engroff KOCHHANN.

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O jornalismo do Diarinho...  escrito em sábado 30 agosto 2008 06:05

Desde que li o "Diário do Litoral", ou o "Diarinho", pela primeira vez,  achei extremamente "curioso" a linha editorial do jornal. A linguagem popular que ele utiliza é tão peculiar que passei a pesquisar sobre ele e compartilho aqui no blog um pouco da história e curiosidades sobre o jornal...

" O Diário do Litoral é um dos jornais mais populares do litoral centro-norte do Estado de Santa Catarina, sul do Brasil. Sua sede fica na cidade de Itajaí e sua área de circulação abrange os municípios de Itajaí, Navegantes, Balneário Camboriú, Camboriú, Penha, Balneário Piçarras, Barra Velha, Itapema, Bombinhas, Porto Belo, Ilhota, Tijucas, São José e Florianópolis. Foi fundado em 12 de janeiro de 1979 pelo advogado Dalmo Vieira. Destaca-se pelo uso de linguagem popular, em alguns casos até mesmo chula, e é mais conhecido como Diarinho.

 História

 O primeiro exemplar do Diarinho saiu às ruas em 12 de janeiro de 1979, inicialmente batizado como O Diário. Era o primeiro diário de Itajaí, cidade que até então contava com poucos jornais semanários. A tiragem inicial era de 200 exemplares. Logo nos primeiros anos mudou a linha editorial e adotou uma linguagem mais popular e identificada com a comunidade itajaiense. Mais tarde mudou o nome para Diário do Litoral e a sede administrativa para Balneário Camboriú.

Além do linguajar coloquial, usando até mesmo palavrões, o jornal se faz notar pelas reportagens polêmicas, sobretudo as denúncias contra poderosos. Uma deles rendeu a Dalmo Vieira 26 dias de prisão, entre julho e agosto de 1993. Por conta de sua postura, o Diarinho também foi empastelado e metralhado em mais de uma ocasião. Hoje sai em média com 48 páginas e uma tiragem de 9 mil exemplares. O fundador, Dalmo Vieira, faleceu em março de 2004 e desde então o jornal é administrado por sua neta Samara Toth Vieira.

Sucursais: Itajaí, Balneário Camboriú, Navegantes e Florianópolis.”

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%A1rio_do_Litoral_(Balne%C3%A1rio_Cambori%C3%BA)

Abaixo, vejam algumas capas e notícias do Diarinho... É curioso, engraçado, mas a credibilidade e popularidade do jornal é impressionante...

 

 

 

 

Fonte: http://images.google.com.br/images?gbv=2&ndsp=20&hl=pt-BR&q=diarinho&start=20&sa=N

É, amigos... Tirem suas próprias conclusões... hehe

Eu PREFIRO NÃO COMENTAR! huahuahua

Abração.

Alessandro Engroff.

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Voltando às curtas...  escrito em sábado 23 agosto 2008 06:19

               Exemplo

                O calçadão do centro de Florianópolis ganha uma trilha sonora especial com os dois casais de cegos idosos que sempre estão tocando e cantando clássicos sertanejos na Felipe Schmidt ou na Conselheiro Mafra. Os dois senhores tocam sanfona com uma destreza impressionante, enquanto as mulheres seguram uma pequena caixinha para a colaboração dos transeuntes solidários.

O primeiro dia que os vi confesso que senti uma comoção enorme. Diante daquilo, percebi que meus problemas são mínimos. Me fortaleço cada vez que os vejo: a força deles é tocante, que mesmo com as dificuldades encontradas com a falta de visão, continuam ali, buscando seus “salários” através desta maneira tão honrosa. Com simplicidade, eles refrescam a correria do dia-a dia com suas músicas cantadas com tanta paixão e alegria.

Dá gosto em ajudar com alguma moeda quando a gente passa por ali.

 

               Aqui também

             Pelo que indica a pesquisa do Ibope, a disputa pela prefeitura da Capital está principalmente entre PP e PMDB. Segundo a primeira estimulada de intenção de votos divulgada no início deste mês, o progressista Espiridião Amin lidera com 29%, contra 22% do peemedebista e candidato à reeleição Dário Berger.

           Numa simulação do segundo turno, Amin tem 43% e Berger, 36%.

            Pena lá em Pirapó não ter estas pesquisas... Seria interessante, muuuuito interessante... se é que vocês me entendem.

 

               Saiu no DC

             Segundo nota da jornalista Sicília Vechi publicada no diário.com ontem, em Itajaí 50 pessoas tiveram seus perfis no orkut excluídos por conter fotos, números e logomarcas das duas maiores coligações de lá. A assessoria do Google disse que não é proibido ter propaganda política no site de relacionamentos, “desde que não infrinja os termos de uso do site e a lei vigente”.

Alguém sabe qual o limite para não descumprir estas leis?

               O link da notícia é este: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18&section=Política&newsID=a2135906.xml

 

Saussure ou Aristóteles?

                Nosso pensamento se forma através de nossa língua ou nossa língua resulta de nosso pensamento?

Nunca tinha parado pra pensar nisso... Estou tendo Teoria da Comunicação e estudando lingüística. Complexo, mas interessantíssimo.

            Levando em consideração que a cultura está incorporada na língua, por enquanto fico com a primeira opção. E você, amigo leitor?

        

            Recordes

          Nunca o blog foi tão acessado. Quase 400 visitantes únicos em uma semana e mais de  1300 pageviews. Comentários também não param. Agradeço pela atenção... {#} Pra três meses e meio de blog, estou mais do que satisfeito com tamanho reconhecimento (para o sim ou para o não.... hehe) {#}

           Por hoje é isso.

          Até mais.

          Um abração.

          Alessandro Engroff.

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Frase do momento...  escrito em segunda 18 agosto 2008 06:02

"Em ninho de cobra, prudência de serpente..."

{#}

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La la la...  escrito em segunda 18 agosto 2008 04:22

Bolo de laranja

Este é um daqueles bolos da vovó que conquistam pela simplicidade e pela nostalgia dos aromas e sabores da infância.

Autor: Panelinha

Tempo de preparo: Menos de 2 horas
Serve: 8 pessoas

 

Para a massa

Ingredientes

2 laranjas
1 xícara (chá) de óleo de canola (ou óleo de milho)
2 ovos
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 xícaras (chá) de açúcar
2 colheres (chá) de fermento em pó
manteiga e farinha de trigo para untar e polvilhar

Modo de Preparo

1. Preaqueça o forno a 180°C (temperatura média). Unte uma assadeira retangular (ou redonda) com manteiga e polvilhe com farinha.

2. Com uma faca, corte e descarte as pontas das laranjas. Divida as frutas em quatro partes, no sentido do comprimento. Retire o miolo branco e pique cada gomo em pedaços médios.

3. No liquidificador, bata o óleo, os ovos e os pedaços de laranja até obter uma mistura homogênea.

4. Numa tigela grande, misture a farinha, o açúcar e o fermento em pó. Adicione o creme de ovos com laranja aos poucos, misturando delicadamente com uma colher de pau até a massa ficar bem homogênea.

5. Transfira a massa do bolo para a fôrma untada e leve ao forno preaquecido para assar por cerca de 45 minutos. Para verificar o ponto do bolo, espete um palito na massa. Se sair limpo, está pronto. Retire o bolo do forno e passe uma faca de ponta arredondada nas bordas. Deixe esfriar sobre o fogão por aproximadamente 30 minutos, ou até que fique morno, e desenforme. Regue com a calda quente.

Para a calda

Ingredientes

suco de 1 laranja
1/2 xícara (chá) de açúcar

Modo de Preparo

Numa panela pequena, coloque o suco de laranja e o açúcar e leve ao fogo médio. Quando ferver, conte 2 minutos e desligue o fogo. Reserve.

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