Nesta sexta-feira, vou a
Pirapó.
Além de rever amigos e familiares que não vejo há mais de quatro meses, o principal motivo que me fará deslocar de Florianópolis a Pirapó - trajeto de mais de mil quilômetros - é as eleições, claro.
Vou votar! \o/
O coração quase arrebenta diante do cenário indefinido que se apresenta lá, no que se refere à chapa majoritária. Há dias que não durmo direito, ansioso que estou com o resultado das urnas no domingo.
Queria ir com a certeza de que voltarei vitorioso. Mas todos que são ligados à realidade política pirapoense entendem o por quê desta dúvida insistente. Ah, como me revolta ficar nessa agonia por culpa das constantes atitudes antiéticas destes coronéis do século 21...
Dia 5 de outubro, às 5 da tarde... Eis que chegará o instante que aguardo desde os desesperadores momentos vividos após as 5h da tarde do dia 3 de outubro de 2004.
De lá pra cá, foram quatro anos de um nó sufocante na garganta, suportando situações que quem reside lá conheceram muito bem.
Não que tenha sido eu o principal afetado pelo resultado que as urnas apontaram nas últimas eleições municipais lá da minha terra; porém, a maneira como sempre fui envolvido com a política de Pirapó - e, em especial, neste ano - é suficiente para que eu torça ardorosamente pela vitória dos candidatos que escolhi. E também bastam para que eu sofra com suas derrotas, ainda mais quando elas são frutos de táticas eleitoreiras ilegais .
Essas campanhas eleitorais foram as mais emocionantes e, infelizmente, violentas, que a população de Pirapó já presenciou. Muitos devem lembrar do que comentei em um artigo publicado em meados de junho, início do período pré-eleitoral. Seguem alguns trechos:
“[...] Mas não é difícil presumir que a eleição deste ano trará consigo surpresas e artimanhas de campanha que jamais se pensou que estariam presentes nas campanhas eleitorais de Pirapó, o que pode vir a mudar novamente o cenário da política do município.[...]”
“[...]A única certeza que temos é que 2008 promete fortes emoções, intensas discussões e chocantes revelações.[...]
Pois é.
E até, domingo, muitas outras surpresas virão, com certeza. E, dentre elas, a mais aguardada por todos: a revelação se 2008 será ou ano do penta, ou ano do bi.
Agüenta coração!
Mas chega de blá-blá-blá e vamos às urnas!
Está chegando a hora de voarem as penas. Duas fogueiras estão acesas para sapecar uma das 'aves', dois caldeirões estão a ferver água para escaldá-las... Mas apenas um caldeirão e uma fogueira terão utilidade. De quem? Não sei. Todos estão convictos na vitória...
Com consciência, honestidade e sem se deixar levar somente por fanatismos ou conveniências, persiste a esperança de um resultado justo.
Semana que vem atualizo o blog, independentemente do resultado. Sei que terão muitas pessoas vindo até aqui para satisfazer a curiosidade sobre a minha opinião do resultado, seja ele qual for.
A darei. Ou humildemente, com desabafos saídos de uma cabeça no auge do seu inchaço... Ou, se a justiça e a verdadeira democracia prevalecerem, irá além do que uma simples opinião: será a complementação da resposta que há semanas muitos vêm me pedindo.
Concluo com a mesma expressão que finalizei o texto publicado em junho acerca desse assunto - só que, agora, desditosamente, no sentido absolutamente literal.
“Quem viver, verá!”
Até mais.
Um abração,
Alessandro Engroff.


Retrato fiel da realidade violenta e difícil de
trabalhar enfrentada diariamente pelos fotojornalistas do Rio de
Janeiro, o documentário “Abaixando a máquina – ética e
dor no fotojornalismo carioca”, mostra a dureza da profissão
e os perigos aos quais se sujeitam os que buscam a fotografia
dos momentos mais chocantes da crescente guerra presente na
cidade.




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