Home Data de criação : 08/05/01 Última atualização : 09/01/04 00:08 / 66 Artigos publicados
 

E ecoa o canto do ganizé!  escrito em terça 07 outubro 2008 18:42

''[...]Um ganizé tem fibra, sobrevive por longos anos com respeito no terreiro, terreiro o qual conhece minuciosamente, desde os pontos bons aos ruins, e conhece todas as suas demais aves... [...]''

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E, finalmente, é chegada a hora!  escrito em quinta 02 outubro 2008 23:50

Nesta sexta-feira, vou a Pirapó.

Além de rever amigos e familiares que não vejo há mais de quatro meses, o principal motivo que me fará deslocar de Florianópolis a Pirapó - trajeto de mais de mil quilômetros - é as eleições, claro.

Vou votar! \o/

O coração quase arrebenta diante do cenário indefinido que se apresenta lá, no que se refere à chapa majoritária. Há dias que não durmo direito, ansioso que estou com o resultado das urnas no domingo.

Queria ir com a certeza de que voltarei vitorioso. Mas todos que são ligados à realidade política pirapoense entendem o por quê desta dúvida insistente. Ah, como me revolta ficar nessa agonia por culpa das constantes atitudes antiéticas destes coronéis do século 21...

Dia 5 de outubro, às 5 da tarde... Eis que chegará o instante que aguardo desde os desesperadores momentos vividos após as 5h da tarde do dia 3 de outubro de 2004.

De lá pra cá, foram quatro anos de um nó sufocante na garganta, suportando situações que quem reside lá conheceram muito bem.

Não que tenha sido eu o principal afetado pelo resultado que as urnas apontaram nas últimas eleições municipais lá da minha terra; porém, a maneira como sempre fui envolvido com a política de Pirapó - e, em especial, neste ano - é suficiente para que eu torça ardorosamente pela vitória dos candidatos que escolhi. E também bastam para que eu sofra com suas derrotas, ainda mais quando elas são frutos de táticas eleitoreiras ilegais .

Essas campanhas eleitorais foram as mais emocionantes e, infelizmente, violentas, que a população de Pirapó já presenciou. Muitos devem lembrar do que comentei em um artigo publicado em meados de junho, início do período pré-eleitoral. Seguem alguns trechos:

“[...] Mas não é difícil presumir que a eleição deste ano trará consigo surpresas e artimanhas de campanha que jamais se pensou que estariam presentes nas campanhas eleitorais de Pirapó, o que pode vir a mudar novamente o cenário da política do município.[...]”

“[...]A única certeza que temos é que 2008 promete fortes emoções, intensas discussões e chocantes revelações.[...]

Pois é.

E até, domingo, muitas outras surpresas virão, com certeza. E, dentre elas, a mais aguardada por todos: a revelação se 2008 será ou ano do penta, ou ano do bi.

Agüenta coração!

Mas chega de blá-blá-blá e vamos às urnas!

Está chegando a hora de voarem as penas.  Duas fogueiras estão acesas para sapecar uma das 'aves', dois caldeirões estão a ferver água para escaldá-las... Mas apenas um caldeirão e uma fogueira terão utilidade. De quem? Não sei. Todos estão convictos na vitória...

Com consciência, honestidade e sem se deixar levar somente por fanatismos ou conveniências, persiste a esperança de um resultado justo.

Semana que vem atualizo o blog, independentemente do resultado. Sei que terão muitas pessoas vindo até aqui para satisfazer a curiosidade sobre a minha opinião do resultado, seja ele qual for.

A darei. Ou humildemente, com desabafos saídos de uma cabeça no auge do seu inchaço... Ou, se a justiça e a verdadeira democracia prevalecerem, irá além do que uma simples opinião: será a complementação da resposta que há semanas muitos vêm me pedindo.

Concluo com a mesma expressão que finalizei o texto publicado em junho acerca desse assunto - só que, agora, desditosamente, no sentido absolutamente literal.

“Quem viver, verá!”

Até mais.

Um abração,

Alessandro Engroff. 

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Mais do que mil palavras, e bem mais do que mil discursos...  escrito em quarta 01 outubro 2008 07:09

        Retrato fiel da realidade violenta e difícil de trabalhar enfrentada diariamente pelos fotojornalistas do Rio de Janeiro, o documentário “Abaixando a máquina – ética e dor no fotojornalismo carioca”, mostra a dureza da profissão e os perigos aos quais se sujeitam os que buscam a fotografia dos momentos mais chocantes da crescente guerra presente na cidade.

          Sem mascarar as reais condições de trabalhos dos fotojornalistas, são exibidos depoimentos de fotógrafos consagrados, como Domingos Peixoto e Custódio Coimbra. Os testemunhos dos profissionais se dão através de experiências vividas por eles no dia-a-dia da profissão, debatendo o desafio que é equilibrar a ética profissional com a dor expressada pelos principais elementos envolvidos na fotografia – que, além dos fotografados, inclui os locais desoladores que se tornam cenários para o click.

            Sob a melodia da melancólica música “Um ano e um dia”, da banda Confronto, que acompanha a exibição de retratos históricos da violência cruel da capital fluminense, os depoimentos se entrelaçam com pequenos traillers dos bastidores de algumas produções fotográficas - como no complexo de favelas do Morro do Alemão, uma das zonas mais perigosas do Rio.

              O documentário, com projeto e roteiro de Guillermo Planel e Renato de Paula, traz ainda opiniões de profissionais do jornalismo sobre a importância dessas fotografias para apresentar às pessoas a realidade como ela é, sem demagogias ou interesses predominantemente comerciais. Mais humildemente, debatem-se também as possíveis funções de conscientização social que as  fotografias podem exercer acerca dos problemas que denunciam.

                 De maneira quase repugnante, a objetividade do documentário choca, abala conceitos de quem não conhece a realidade do fotojornalista e, acima de tudo, cria polêmica. Polemiza pela crueza que apresenta os fatos e pela sinceridade dos testemunhos de quem põe a vida em risco para trazer à população um documento imagético que apresenta uma face do Rio de Janeiro que muitos meios de comunicação ainda insistem em esconder da sociedade.

                  Se o documentário é chocante? É. Apelativo? Sim. Aproveita-se do sofrimento alheio para causar comoção? Também. E é exatamente nesses aspectos que se assemelha à realidade. E, por isso, a retrata tão bem.

Página do documentário: www.abaixandoamaquina.com.br

 *Resenha produzida na disciplina de Língua Portuguesa II, na Faculdade Estácio de Sá

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Em 5 de outubro, um basta ao coronelismo!  escrito em sexta 12 setembro 2008 19:40

             Ano eleitoral, a festa da democracia se aproxima. Festa da democracia? Teoricamente, sim. A realidade é diferente disso, todos sabemos. O que era pra ser um ato democrático, quando a população iria as urnas para manifestar sua vontade através do voto livre e sigiloso, não acontece; em muitos municípios essa liberdade vem, mais uma vez, sofrendo atentados.

Nesses lugares, após algumas sutis análises, constatamos que o coronelismo não acabou. Não na prática. Candidatos abusam do desconhecimento acerca das leis eleitorais de alguns eleitores para impor suas vontades. Atitudes desesperadas diante de derrotas que se anunciam.

O que me intriga é o que levam algumas pessoas a apoiar postulantes com a moral tão falida e que, embora o esforço em demonstrar um grande caráter intelectual e um comportamento elitizado, não conseguem mais esconder o descontrole emocional e o autoritarismo cruel de suas condutas junto à administração pública. Quem os apóia, ou compactua com essa maneira de pensar, ou tapa o sol com a peneira para que não sejam tomados pela vergonha em unir forças com esses candidatos de ética tão duvidosa. Ética no setor público, que isso fique bem claro. A ética pessoal e familiar não entram nessa minha avaliação.

Nos  municípios aos quais (implicitadamente) me refiro, o voto de cabresto se dá por baixo dos panos, porque senão a crueldade de alguns partidos ficaria fisicamente escancarada. O resto, se faz: torturas psicológicas, ameaças chocantes... Nos últimos dias, temos informações de outras táticas que alguns candidatos e seus aliados andam fazendo neste período pré-eleitoral: armadilhas grotescas para causar danos a seus opositores. Ou tocaias feitas por jagunços, “coronelisticamente” falando. Seria o regresso à era da colonização? São esses os mandatários que queremos para nossas cidades?

O poder econômico e social de alguns partidos propicia ações tão provincianas que visam manipular os processos eleitorais. Muitas vezes, candidatos humanamente qualificados são derrotados pelos financeiramente beneficiados. Com o resultado, o prejudicado é o povo, o cidadão. Porém, os tempos mudaram, as pessoas estão mais politizadas, e por isso tenho esperança de que os eleitores não cairão mais neste jogo sujo. Que a população não seja refém desses grupos que se pautam na forma oligárquica de governar. Torço que o terror que assola algumas famílias não interfira no resultado das urnas. Espero que resistam bravamente, embora persuadidos com ameaças fatais e retaliações que possam arruinar irremediavelmente suas vidas. A fé de que ainda existe justiça (ao menos a divina) deve prevalecer!

Ainda está em tempo de promover uma reforma das mentalidades “despolitizadas”. Nos municípios interioranos, é uma tarefa difícil, quase utópica. QUASE. Mas temos que lutar. Somos humanos, temos direito à cidadania! Este caciquismo dos candidatos que tentam chegar ao poder através de promessas absurdas e trocas de favores ilegais deve ser punida, definitivamente. A democracia foi conquistada a duras penas, devemos saber valorizá-la.

Creio que em outubro os resultados das urnas colocarão fim a esta maneira estúpida e falcatrua de tentar chegar (ou permanecer) ao poder. E, para essa situação, vale aquele ditado de que “errar é humano, mas persistir no erro é burrice”. Nos próximos quatro anos, sofreremos ou seremos agraciados de acordo com os candidatos que elegermos. Nos espelhemos em Getúlio Vargas, decretemos derrota aos coronéis do nosso século! O livre poder de escolha da população é superior a todas essas agressividades em busca pelo voto que viemos presenciando, e é isso que me dá forças para acreditar na justiça, desta vez na dos homens.

 

Um abração,

Alessandro Engroff.

 

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Prates, salve, salve!  escrito em segunda 01 setembro 2008 17:00

Texto da coluna do Prates no DC de hoje:

"

Fizeste sucesso? Então, agüente. Vais ter adversários, velados ou manifestos. A última virtude que muitos aceitam nas pessoas conhecidas é o sucesso. Vencer, seja no que for, cria animosidades. Melhor é não brigar, aceitar a inveja alheia e fingir estar nem aí... Ah, e não esquecer: é magnífico ser invejado.

"

Grande Luiz Carlos Prates!

Sou 'fãzaaaaço'.

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