Home Data de criação : 08/05/01 Última atualização : 09/01/04 00:08 / 66 Artigos publicados
 

Matérias produzidas em aula (III)  escrito em domingo 16 novembro 2008 22:53

Formados em Turismo pela Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, em São José, na Grande Florianópolis, Luciene Kumm, 50 anos, e Walfredo Kumm, 52, se conheceram em uma viagem pelo interior do Estado há 33 anos. Em 1999, o casal não hesitou em vender uma banca de revistas, de onde tiravam o sustento da casa, para realizar um antigo sonho: o de se aventurar em viagens e expedições mundo afora. 

           Durante estes quase dez anos, o casal fez viagens pelo interior do Brasil e pelo continente Americano. Na lista de aventuras vividas por eles, figuram jornadas a países como Estados Unidos, Canadá e Argentina. Em março de 2009, o casal viaja para as geleiras do Chile. E, para março de 2011, Luciene e Walfredo pretendem fazer uma expedição ao Alaska, e, assim, concretizar uma meta que vem sendo planejada a anos.

           Luciene, hoje, faz pós-graduação em Fotografia e cursa Jornalismo para que, futuramente, possa aliar os cursos ao Turismo, para realizar coberturas turísticas durante suas viagens. “Além de eu ser apaixonada por documentar as expedições que faço, vou conseguir, através dessa união de profissões, a sustentabilidade da minha família”, planeja a turismóloga, que, hoje, arrecada os recursos financeiros necessários para a viabilização das viagens através do aluguel da garagem náutica Marina Club, que ela e o marido possuem na Cachoeira de Bom Jesus, localizada no Norte da Ilha de Santa Catarina.

O casal não esconde o orgulho e emoção ao lembrar das viagens que já fizeram. Para Walfredo, a expedição à Patagônia foi a que mais o marcou. Já Luciene elege as montanhas do Canadá como o local mais interessante que já conheceu. Porém, ao serem indagados se algum dos lugares visitados os fariam deixar Florianópolis para residir, os dois entram em acordo. “Ao conhecer Vancouver, no Canadá, passamos a ter um novo conceito de qualidade de vida. Sabe o que é uma cidade inteira parar porque uma criança está na rua? Só deixaríamos nossa boa e velha Ilha para morar lá”, afirma o casal.

Na resposta à pergunta sobre o medo que surge diante dos riscos que se apresentam a cada nova aventura, o casal se mostra tranqüilo. "Acreditamos na proteção divina, e isto nos basta para que continuemos descobrindo novos lugares", sentenciam.

            Quanto à insistência de dois dos três filhos do casal em resistir a aceitar o estilo de vida "incomum" dos pais, Luciene e Walfredo são taxativos. "É isso que nos torna mais felizes. Seguiremos este sonho até o fim, independente das reações das outras pessoas. Cada descoberta é uma conquista, e cada conquista é uma emoção diferente. Não há preço no mundo que pague esta sensação", concluem.

permalink

Matérias produzidas em aula (II)  escrito em domingo 16 novembro 2008 22:48

Sob temas como a exigência da obrigatoriedade do diploma e das dificuldades encontradas na prática da profissão de jornalista, o cabo da Base Aérea de Florianópolis e funcionário do setor de Relações Públicas da organização, Bruno Guarda Cestari, de 21 anos, conversou com os acadêmicos da segunda fase de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá, em São José, na Grande Florianópolis, na manhã da última terça-feira, dia 4.

Formado em um curso técnico de eletrônica, Bruno, há três anos, abandonou a faculdade de Física e ingressou na Base Aérea da Capital catarinense. Na instituição, passou a realizar concursos e acabou tornando-se funcionário da área de comunicação social.

Na função, Bruno participa de uma equipe de oito pessoas. Entre as atividades, estão a de realizar a documentação fotográfica e a cobertura jornalística dos eventos realizados pela Base Aérea da Capital e de todo o Estado de Santa Catarina, e, também, a divulgação e organização dos que serão realizados.

Hoje, cursa Mídia Eletrônica, faculdade a qual, segundo ele, lhe deu a certeza de que é no campo da comunicação onde será feliz profissionalmente. “Me apaixonei pela área de criação gráfica, e quero seguir nela até o fim”, declarou.

Bruno lembrou o sensacionalismo da mídia acerca de casos ocorridos na Base Aérea de Florianópolis, como o suicídio de um tenente no dia 6 de junho de 2006. “Na ocasião, pude trabalhar com jornalistas formados. O trabalho tornou-se muito mais fácil”, reconheceu, embora exerça a atividade jornalística sem ter diploma do curso. “Somente quem estudou Jornalismo sabe o que deve ou não ser feito nestas situações mais delicadas”, finalizou, defendendo a obrigatoriedade do curso superior para a prática da profissão.

permalink

Matérias produzidas em aula (I)  escrito em domingo 16 novembro 2008 22:41

           Da paixão pelo esporte, surgida do convívio com o pai, que era jogador de futebol, o locutor esportivo Luiz Augusto Luciano Alano, hoje com 31 anos, começou a fazer história na área da comunicação ainda na juventude. Aos 14 anos, conseguiu um emprego como auxiliar de operações na Rádio Tubá, em Tubarão, no Sul do Estado. Logo, começou a narrar as notas de falecimento da rádio e, um ano depois, iniciou como apresentador de programas esportivos.

Em 1994, Alano trabalhou na Rádio Guarujá, em Orleans, também no Sul catarinense. Lá, ficou até 1996, quando voltou à Rádio Tubá. Logo, profissionais da área começaram a perceber o grande talento de Alano para narrar jogos esportivos. Assim, em 1998, aos 20 anos, Alano deu início a um antigo sonho: narrou sua primeira partida como narrador profissional. Pouco tempo depois da precoce ascensão profissional, o jovem locutor virou chefe de esportes da rádio onde trabalhava.

          Em 2001, Alano aceitou um convite para trabalhar como narrador esportivo na Rádio São Francisco, em Caxias do Sul (RS), onde permaneceu por dois anos. Da cidade gaúcha, Alano lembra com grande satisfação. “Adorei os anos que trabalhei lá. O tempo que passei em Caxias do Sul teve fundamental importância para meu crescimento profissional”, destaca.

          Porém, foi em 2004 - através de uma indicação do radialista Salles Júnior, que desde a época da Rádio Tubá, apostava no talento de Alano - , que o narrador alçou o maior vôo da carreira até então. Foi contratado pela Rádio CBN/Diário, de Florianópolis, para o cargo de locutor esportivo. Na Capital catarinense, veio, então, a consagração de seu trabalho: neste ano, Alano ganhou o prêmio da Associação Catarinense de Rádio e televisão (Acaert), como Melhor Locutor Esportivo.

          Para o futuro, Alano vem investindo na área de comunicação. Está no quarto período da faculdade de Jornalismo, e, além da rádio, faz transmissões esportivas pela televisão, nos canais TVCom e SporTV Premium. Reconhecido e consolidado na vida profissional, Alano se mostra tranqüilo quanto à carreira. “Não existe escola para formar narradores. Um em cada dez tem talento para a profissão. Em Santa Catarina, principalmente, o mercado é bom, devido a essa escassez.”

           E Alano não se contenta. Pelo contrário: sonha ainda mais alto. “Quem sabe um dia, eu ainda narre um jogo de Copa do Mundo”, finaliza. 

permalink

Novas postagens!  escrito em domingo 16 novembro 2008 22:31

Amigos!

Estou publicando aqui no blog algumas das matérias que fiz neste ano, durante as aulas de Redação Jornalística II,  na Faculdade  Estácio de Sá.

São histórias que considero interessantes, e aproveito para compartilhar com vocês um pouco do que produzo durante as aulas.

Comentem, critiquem, sugiram...Desde sobre as histórias dos textos, até a estrutura da notícia e a maneira como escrevo, todas as opiniões são bem vindas!

Um abração,

Alessandro Engroff.

permalink

É a resposta? Bom, é o seguinte...  escrito em quarta 29 outubro 2008 16:55

No início de outubro de um certo ano, num pago distante, numa das fronteiras do nosso Brasil, houve um dia memorável! 

Era chegado o dia das eleições municipais daquele lugar, que encerrava um período de campanhas  avassalador, no qual disputas acirradas deram, infelizmente, o tom violento e amedrontador que se esperava àquele embate.

Por parte de alguns políticos, via-se atitudes coerentes à ética e à honestidade que aquele processo democrático defendia. Respeitosos e sem demagogias, os candidatos iam a público para explanar propostas e compromissando-se em devolver à população um trabalho exemplar que realizaram por muitos anos.

Trabalho este que, por uma grande estupidez do destino, tiveram que interromper para ceder lugar a pretendentes que, até então, eram considerados a esperança da oposição em chegar ao poder e realizar as tão sonhadas mudanças no município. 

A chance foi dada. A mudança aconteceu. Porém, para a pior. Um município que, até então era símbolo de progresso, retrocedeu. Retrocedeu, principalmente, em setores que eram prioritários para a qualidade da vida de seus habitantes.

Enquanto se construíam algumas obras na cidade, pensadas somente para causar uma impressão de luxo e ares de “grandes feitos”, a desolação e o abandono às reais necessidades do povo trouxeram ao município o desprezo e o descaso da administração para com o povo. Um povo que, enganado, passou a sofrer com a falta de ações públicas que tanto precisavam para que pudessem levar uma vida dignamente humana.

Mesmo assim, foi tentada a reeleição. Com a notável desconfiança dos eleitores em eleger novamente os mandatários que haviam trazido à população dias de amargura e sofrimento, os candidatos e seus correligionários ameaçaram a integridade da eleição, em busca de uma nova vitória.

De estratégias ilícitas em busca de votos, as apelações para sortilégios malignos assinalaram o ápice do desespero diante de derrotas que eram presumidas. Assim, rebaixaram a um patamar assombroso a tríade da “igualdade, liberdade e fraternidade” que o regime político tinha como características.

***

No mundo virtual, blogueiros deram sua cara a tapa, publicando textos que denunciavam a realidade revoltante que se encontrava naqueles municípios. As escritas repercutiram: alguns políticos e seus aliados deram importância aos simples artigos, redigidos por jovens com espírito dominado pelos ideais de liberdade de expressão e no desejo utópico em mudar o mundo.

O que eram pra ser opiniões propensas a cair no ridículo, repercutiram de maneira estrondosa. Avalanches de comentários por parte dos leitores dos blogs. Alguns apoiando, outros criticando e, arrogantemente, até ameaçando.

Estes últimos, maldosos e ofendidos, tentavam acuar os editores dos diários eletrônicos, postando comentários de nível absurdamente baixo. Apegavam-se a detalhes mínimos para retrucar as grandes verdades presentes nos textos. Deduções bestas visavam manipular as opiniões expressas nos artigos, querendo transformar, infantilmente, convicções puramente pessoais em ideais partidários.

Porém, a cautela e a prudência prevaleceram diante destes comentários. Satisfeitos ao verem certos políticos desnudando-se de vez dos personagens que, embora já desacreditados em virtude das atitudes atrozes tomadas por eles desde que assumiram o poder, ainda insistiam em apresentar à sociedade, os editores dos blogs calaram-se.

 A repercussão dos textos somou à sensação desesperadora da derrota que se anunciava a cada momento. Assim, o esforço em fazer predominar a ostentação de conhecimentos adquiridos em faculdades de ensino superior sucumbiu aos crescentes sinais de descontrole das faculdades mentais...

 A data mas aguardada daquele ano, em que seria provado o “poder de decisão dos eleitores, da população que temia o futuro”, finalmente, então, chegou.

O resultado das eleições municipais deu a resposta aos absurdos cometidos por alguns mandatários que, com revolta e indignação, vinha-se presenciando nos últimos anos.

 A plebe derrotou a mais fina flor da sociedade.

 ***

 A derrota serviu como uma bruta mordaça aos “bobos que ainda acreditavam” no triunfo de postulantes que, naquele ano, consagraram-se como os mais desumanos que se envolveram na história da política daquela cidade.

Diante daquilo, também se justificaram os textos dos humildes blogueiros. Blogueiros que, prudentes ao calarem-se no período pré-eleitoral,  transformaram o silêncio de antes em comemorações vibrantes com resultado vitorioso das eleições.

 ***

Após as eleições, os vitoriosos devolveram, quase na mesma moeda, as provocações que sofreram quando foram derrotados no passado. E essa semelhança nas comemorações de vitória provocou revolta nos que foram destroçados com o resultado das urnas daquele ano. Estes, através de acusações pessoais e hipocrisias asquerosas, alegavam que, por parte de alguns blogueiros, por exemplo, faltava respeito à dor que afligia os que foram derrotados.

Mas, ao analisar a situação, considerando todos os fatores que a envolviam, foi fácil chegar à conclusão de que os ofendidos com as provocações de pessoas que triunfaram nas eleições não tinham direito algum em exigir respeito.

Que maneira devia-se tratar as pessoas que apoiavam candidatos que subiam em palanques e iam à rádios para proclamar discursos que mais se assemelhavam a berros desesperados de animais em sangria? Que se pronunciavam publicamente, de maneira estúpida e ignorante, chocando a população, crentes que estavam construindo uma imagem que seria aceita pelos eleitores? Aqueles tipos de pessoas maldosas seriam respeitáveis?

Como respeitar grupos de pessoas que, enquanto estavam no poder, transformaram aquele município em uma guerra civil, ocasionando mortes e conseqüências irreversíveis à vida de pessoas de bem? Como respeitar os que queriam prejudicar funcionários públicos pura e simplesmente pelo fato de serem adversários políticos, tudo em nome da vingança e da sede de poder?

Como respeitar mandatários que, em reuniões sociais, nos últimos quatro anos, via-se com um comportamento contraditório ao que representavam quando postulavam um cargo eletivo, semeando a discórdia e a desarmonia?

Era vergonhoso assistir ao espetáculo do horror que era presenciar representantes máximos de um município se ‘divertindo’ como crianças irresponsáveis, ou de não conseguir conceder entrevistas a meios de comunicação, devido ao excesso de “Coca-Cola” presente em seu organismo...

Foi o fim de fingimentos e de discursos falidos. O resultado das urnas decretou quais valores humanos realmente eram dignos de confiança e, principalmente, do tão exigido respeito.

Revelou-se o verdadeiro caráter e o suposto “status social” que comprometeu as dissimulações que certos candidatos insistiam em transparecer à realidade em que viviam. Quem antes era visto como exemplo de sabedoria e responsabilidade, tornou-se símbolo da crueldade humana e da cegueira motivada pelo alcance do poder.

 ***

O resultado daquelas eleições foi a prova de que havia uma força divina superior a tudo. Foi o renascimento da esperança de que a justiça ainda existe no mundo. Comprovou-se que, por mais que tarde, ela jamais falha.

Teve-se a demonstração cabal de que nem a elite, nem a plebe, aprovavam condutas desrespeitosas e nojentas para conquistar o poder... Mais do que isso: o resultado das eleições assinalou a ruína, moral e financeira, de famílias prepotentes. Famílias que tiveram de desmontar seus equivocados egos, que viram cair por terra a idolatria a um falso rei, o qual julgavam perfeito e invencível...

A máscara daqueles ‘deuses’, erguidos em pedestais da perfeição por uma classe que se julgava superior, havia caído.  Rei, a partir daquele momento, somente os que os membros daquelas famílias foram obrigados a vomitar de suas barrigas...

A honestidade, o respeito e a verdadeira experiência saíram soberanas naquelas eleições. O que antes era considerada elite, passou à condição de plebe. Porém, uma plebe que ia além da falta de influência ou de abastamento financeiro: era a plebe que não possuía respeito nem dignidade, que foi sendo desmascarada, lentamente, enquanto bebia, gota a gota, o seu próprio veneno...

 ***

Os que, através de comentários publicados em blogs, acusaram blogueiros de hipócritas, usando-se daquela máxima de que “não olhou para o próprio rabo”, por julgar o comportamento desapiedado de alguns membros de atuais administrações, também foram açaimados.

O resultado daquelas eleições provou que população entendia que o mau humor, muitas vezes, era gerado por uma postura rigorosa de ética e profissionalismo, e não por um completo desequilíbrio emocional presente na índole das pessoas às quais os autores dos textos se referiram nas críticas. Entretanto, até era possível entender esta reação dos autores dos comentários: ética e profissionalismo eram estranhos à sua realidade.

Aos blogueiros, muitas vezes ironizados de maneira risível pelos inimigos, ficou a satisfação em vê-los ter de engolir, com a derrota, a arrogância de acusá-los por “falta de caráter” pelo silêncio demonstrado diante dos comentários insultantes.

Quem se apoiara na liberdade de expressão para denunciar fatos, tendo plena consciência de que não faltava com a verdade, jamais se sentiriam acuados. Prudência e medo tem significados completamente distintos. Quem não sabia, poderia ter “jogado no Google” para descobri-los.

Nem forçar situações ou utilizar recursos que remetiam aos utilizados durante a ditadura ou ao coronelismo foram, e jamais seriam, capazes de invalidar a voz do povo, que, como já diz o ditado, é a voz de Deus.

Faltou senso de equilíbrio a alguns comentaristas, que não souberam como controlar seu desespero diante das denúncias de algumas das falcatruas cometidas por seus candidatos. Ah, se todas as falcatruas fossem apresentadas... A frágil estrutura emocional de algumas pessoas desmontaria a ponto de tornar-se fatalmente perigosa àqueles que denunciassem mais fatos comprometedores.

Aos jovens, ficou a lição da necessidade da valorização, antes de tudo, da humildade. Humildade de “não ter a vergonha de ser um eterno aprendiz”. Aprender sempre, com honradez e honestidade, com a prudência de não se julgar superior ao restante da sociedade ao obter um diploma de curso superior, por exemplo.

Ficou evidenciado que, mesmo após exaustivos anos de estudo, o intelecto jamais será suficiente, por si só, para atingir o sucesso. Se não equacioná-lo com os valores humanos, o equívoco de elevar-se a um nível acima dos demais pode ser desfeito em um, dois, TRÊS segundos... 

Equilíbrio, bom senso e educação são para poucos. As pequenas conquistas que consagram grandes vitórias também.  É preciso “tá...lento” pra isso. Muito “tá...lento”!

Se foram destruídas amizades sólidas devido aos textos, nada mais restava senão compreender a relutância em aceitar a verdade quando estava ali, diante de todos. Depois daquelas eleições, ficou irrefutável que somente os “tá...lentosos” poderiam dizer “Pai, mãe, eu me orgulho de vocês! Eu me orgulho de seu caráter honesto, da sua ética, do seu comportamento, do trabalho que você fez... Enfim, de tudo que respaldou a sua VITÓRIA!”.

Esta sensação, porém, não poderia ser conhecida nem “jogando no Google”. Mesmo tentando se auto-enganar, a realidade que foi escancarada naqueles últimos dias jamais consertaria os orgulhos que foram feridos. De uma maneira brutal, os olhos foram abertos, e um “orgulho doído, cheio de vergonha e decepção” silenciaram os pios egocêntricos de muitos pintinhos e pintinhas, estes, sim, “infelizes aprendizes” da falta de caráter e de ética...

 ***

Sairiam as limusines e voltaria o trenzinho da alegria! Aquele trenzinho cheio das pessoas que o povão queria, que o povão pedia a volta, e que, a partir daquele momento, o povão teria de volta... Não havia como contestar a vontade da população. Era a amostra democrática que emanou do povo, sem fraudes ou fanatismos negligentes.

Aqueles que teimavam em afirmar que, nos tais “trenzinhos da alegria”, só existiam passageiros incluídos em um jogo de interesse, não estavam errados por absoluto. Entretanto, há algum lugar neste mundo em que este jogo não se institui? Abusaram da petulância em desconsiderar este fato.

Porém, através do voto, a população escolhera em qual jogo seria mais bem beneficiada, com um trabalho pautado na honestidade, no respeito e na igualdade. A resposta chegara, e o apito do trenzinho começava a soar, anunciando a sua volta para o bem do  povão que o escolhera...

 ***

Aos que perderam, ainda restava a humildade em aceitar a derrota. Já seria um bom começo para restabelecer a ordem de suas realidades tão combalidas... Para isso, era essencial que se reconsiderasse quais condutas eram realmente necessárias ser seguidas para que voltassem a ser, outra vez, vistos pela sociedade como pessoas, no mínimo, merecedoras de conviver junto a seres humanos.

Apoiar-se em disfarces repulsivos para persuadir as pessoas, com as quais passariam a conviver na nova vida que seguirão após a derrota, até poderiam ser eficazes num primeiro momento... Porém, quando aquelas pessoas necessitassem do respeito e da honestidade para continuar se relacionando socialmente, teriam de se isolar...

Educação, respeito e um comportamento humano não se conseguem através de cursos superiores. Estas qualidades, fundamentais para qualquer relação, são intrínsecas ao ser humano, independente de sua condição social, cultural ou financeira. Ter freqüentado ambientes universitários não sanam esta deficiência de ninguém, teve-se provações taxativas disso.

 ***

 E “como num filme, no final tudo deu certo”...

A falsa imponência, aparentemente inatingível, de algumas pessoas, desabou juntamente com desmaios ocasionados pela notícia da derrota...  Os risos debochados, que se via no semblante de militantes convictos na vitória até o último instante, cederam lugar a lágrimas amargas da decepção... Lágrimas ardidas após um último e fatídico capítulo de “um bom dramalhão mexicano” escrito por eles mesmos... A comédia virou tragédia - e bem mais trágica do que as gregas.

O que seria uma festa da vitória, transformou-se num mar de lágrimas que molharam um terreno coberto por penas brancas... “Pessoas com grau de estudo elevado e seus assessores altamente qualificados”, juntamente com seus admiradores,  foram obrigados a tragar o orgulho de serem derrotados, democraticamente, por seus opositores. Opositores que, embora criticados por eles pela falta de abastamento financeiro ou por problemas pessoais, conquistaram a vitória por possuírem qualidades que os perdedores jamais possuiriam: ética, respeito e honestidade.

A derrota continuaria sendo sofrida pela eternidade. Martírios pelos detalhes mínimos que definiram vidas. Consciências pesadas pelas falhas simples, porém decisivas, jamais seriam aliviadas. Ficou-se na torcida de que, com aquela trágica experiência, houvesse um repensar sobre o que é realmente válido para conquistar o êxito, seja ele na vida privada ou na pública...

Porém, que não tentassem mais se apoiar em manipulações ou meios desesperados de alcançarem a vitória. O mundo deu voltas e Deus, como sempre, acabara mostrando o caminho. Restava aceitar segui-lo ou não.

A reconstrução de morais admiráveis jamais seria feita; todavia, ainda estava em tempo para que ao menos alguns erros fossem consertados... O mundo continuava cheio de oportunidades. Pessoas preparadas sempre teriam chance de progredir.

Todavia, o preparo HUMANO sempre seria soberano ao intelectual, pois, no mundo, se convive em sociedade, não em gaiolas fechadas com fios de ouro... Que refletissem sobre isso os que viram suas penas saírem voando por entre três dedos...

 ***

Já a vitória... Ah, a vitória... Como era doce, ainda mais quando se tinha a certeza de que se repetiria por muitas e muitas vezes, numa seqüência infinita e definitiva. Como era plena a sensação de saber que a paz e da harmonia estariam de volta, em um ambiente com um “pórtico” seletivo, onde só entrariam pessoas de bem e que sabiam dar valor e respeitar a todos que ali conviviam.

Pela eternidade, a vitória seria comemorada entre comparsas alegres, de alma lavada e com consciência tranqüila... Comparsas unidos, fraternos, que nunca mais deixariam o povo, que necessita deles, fosse feito refém de grupos monárquicos e antipolíticos.

E, claro, vitória que sempre seria celebrada entre suculentos churrascos de vaquinhas brancas e ao som dos ritmados embalos da “Sola da Bota”...

 ***

         É penta!, e ponto.        

         Um abração,

         Alessandro Engroff.

permalink