Home Data de criação : 08/05/01 Última atualização : 09/01/04 00:08 / 66 Artigos publicados
 

O caos da chuva em SC: Bonner sobrevoa o Estado  escrito em sexta 28 novembro 2008 03:24

 

No Jornal Nacional de ontem, dia 27, foram exibidas entradas ao vivo de Willian Bonner diretamente de Blumenau, no Vale do Itajaí, e um sobrevôo do âncora do telejornal pelas principais cidades afetadas, a bordo do RBSCop da RBS TV de Florianópolis.

O vídeo acima revela a realidade chocante que o Estado apresenta, após os prejuízos ocasionados pela enchente.

             É surpreendente, chocante, mas incrivelmente e infelizmente real.

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O caos das chuvas em SC: Lula libera R$ 800 mi  escrito em quinta 27 novembro 2008 14:23

Lula sobrevoa região do Vale (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Lula veio até Santa Catarina, ontem,  e sobrevoou cidades do Vale do Itajaí para conferir os estragos causados pela chuva e, logo depois, em entrevista, afirmou que esta é a maior tragédia ambiental que presenciou em seu governo.

Não é à toa. Já são 97 mortes, e esta estatística só tende a aumentar, visto que em muitos deslizamentos de terra ainda não foi verificado o número de vítimas.

Diante do caos, o presidente assinou uma Medida Provisória, que libera R$ 1,6 bilhão para os estados a atingidos pelas enchentes. Para Santa Catarina, de longe o Estado mais atingido pelo excesso de chuvas neste período, serão R$ 100 milhões para a saúde, R$ 350 milhões para portos, R$ 280 milhões para as rodovias e R$ 150 milhões para a Defesa Civil.

Pois é, amigos... Mais uma vez o governo é vítima de suas próprias (falta de) ações, e tenta consertar os imediatismos cometidos no passado, como a construção de obras mal-feitas e o descaso absurdo que constantemente demonstra com a falta de formas de prevenção, que poderiam evitar que tragédias naturais como esta alcançassem estas dimensões.

Tá, tudo bem, o Lula liberou dinheiro, as obras para reconstruir as cidades começarão assim que a condição do tempo permitir (Blumenau, por exemplo, levará dois anos e meio para se reorganizar). Mas muitos destes dados de pessoas atingidas pela calamidade poderiam ser bem menores... Bastava planejamento, consideração, respeito à população.

Nem os R$ 800 milhões liberados para a reconstrução de Santa Catarina trarão de volta as 97 pessoas que morreram, nem fará com que os 1,5 milhão de atingidos por esta catástrofe esqueçam os momentos de terror que estão passando agora.

E a chuva não pára... Está diminuindo; porém, isto não tranqüiliza.

Dá uma ajudinha aí, São Pedro. Até o Lula já tá colaborando...

              Um abração,                          

             Alessandro Engroff.

 

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O caos das chuvas em Santa Catarina  escrito em quarta 26 novembro 2008 04:03

Crédito: Reuters, Editora Abril

Pessoal!

Em meio à loucura de final de semestre, dou uma passadinha rápida aqui no blog para comentar sobre a tragédia que está acontecendo aqui em Santa Catarina (acima, foto de Joinville, no Norte catarinense). Após um período de chuvas iniciado em agosto deste ano, desde o final de semana estão ocorrendo catástrofes que castigam e destroem o Estado.

Já passam de 84 mortos, 54 mil desabrigados (os que vão para a casa dos parentes e amigos) e desalojados (que, por não ter para onde ir, vão para abrigos oferecidos pela Defesa Civil). Além disso, há o transtorno ocasionado pela interditação de 11 rodovias (SCs e BRs) e o isolamento de oito municípios.

A situação é grave. Gravíssima. Quem já assistiu alguma das muitas reportagens que vêm sendo trasmitidas pela televisão, ou acompanhando as coberturas dos jornais impressos, sites e emissoras de rádio, entende sobre o que estou falando.

É tudo muito chocante. Somos tomados se uma profunda angústia ao presenciarmos pessoas vendo tudo o que conseguiram, durante toda uma vida de trabalho, sendo levados pelas águas... Pessoas morrendo soterradas, pais perdendo filhos e filhos perdendo pais. Dos atingidos, imagens e depoimentos que arrepiam. É impossível não se comover com o cenário de destruição que se presencia por aqui.

Estão comprometidos em diversas cidades o fornecimento de luz elétrica, gás e água potável. Na região do Vale do Itajaí (onde ficam as cidades de Itajaí – que têm 80% de seu território debaixo d’água - e Blumenau, por exemplo), a realidade é a mais grave. Aqui em Florianópolis a situação também é caótica. Deslizamentos de terra soterraram pessoas e impediram o tráfego pela principal rodovia que leva ao Norte da Ilha, causando preocupantes inconveniências para os que ocupam este trajeto para se locomover.

Deixo aqui, no final do artigo, o link do blog criado pelo Grupo RBS (http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/sos-sc/home) para quem quiser conferir fotos, notícias, depoimentos e vídeos que envolvem a tragédia. Para os que puderem, também há informações sobre como ajudar os atingidos por esta calamidade.

O momento é de união. Aos que, igual a mim, tiver o privilégio de não ser atingido por esta situação, resta, ao menos, solidarizar-se com os que estão precisando e fazer alguma coisa para ajudá-los, seja de que forma for. Nossos problemas são mínimos perto dos deles. Pensemos nisso.

             Um abração,

             Alessandro Engroff.

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Especial: Jornalismo - vocação ou banalização?  escrito em sexta 21 novembro 2008 15:18

Alessandro Engroff

Do ano 2000 para cá, o número de instituições no Brasil que passaram a oferecer o curso de Jornalismo nos processos seletivos mais que dobrou, passando de 300 em todo o país. Somando-se a isso os equivocados planos de glamour, fama e dinheiro que ainda são atribuídos pelos jovens acadêmicos de Jornalismo à realidade da profissão do jornalista, o curso passou a ocupar uma posição alarmante na lista dos cursos superiores que, possivelmente, vêm tendo suas escolhas vulgarizadas nos últimos anos.

             Com a facilidade de ingresso nas faculdades, principalmente nas particulares, houve uma proliferação preocupante de jovens que ingressam no curso com a presunção de que, com o diploma de jornalista, a vida profissional se dará por viagens, aparições na televisão e status social. A imaturidade, geralmente comum à idade em que se tem de escolher o curso para se prestar o vestibular, é um agravante dessa realidade.

           Embora o aumento do número da demanda de cursos de Jornalismo, uma análise da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) faz uma ressalva. “É possível que, nas listas de Comunicação Social, tenham sido contabilizadas outras habilitações que não as de Jornalismo, como os cursos de graduação em Cinema e Vídeo, Radialismo, Rádio e Telejornalismo, Produção Editorial e Publicação, entre outros”.

           Porém, um exemplo concreto do aumento da procura pelo curso é o dado apresentado na lista dos cursos mais concorridos da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), o exame considerado o mais disputado do país. Após dez anos, o curso de Jornalismo voltou a aparecer na primeira colocação. A concorrência é de 41,63 candidatos por vaga -- são 2.498 vestibulandos querendo ocupar uma das 60 vagas oferecidas para a carreira da Universidade de São Paulo (USP). Em contraponto, o curso de Medicina, que, em outras universidades do país, geralmente figura com o maior número de candidato/vaga (c/v), fica na 5ª posição, com 33,99 c/v.

           Entre os estudantes de Jornalismo, as opiniões divergem entre a existência ou não desta banalização. Para a acadêmica Marluci Stein, que cursa o 6º semestre do curso em Porto Alegre (RS), a escolha pelo curso não chega a ter se tornado banal. “Percebo que a escolha por jornalismo, muitas vezes, é precipitada pelos estudantes, que ingressam na faculdade com a vontade de querer mudar o mundo”, opina. “A opção por este curso deve ser muito bem pensada, para evitar as desistências no meio do caminho e o crescente número de jornalistas que trabalham em outras áreas”, complementa.     

       O estudante da Faculdade Estácio de Sá, em São José (SC), Guilherme Lira, que também está no 6º período de Jornalismo, inclui o curso na lista dos que vêm tendo suas escolhas banalizadas nos últimos anos. “Acredito que, assim como Administração, Direito e, mais recentemente, Fisioterapia, Jornalismo é um curso da moda, que caiu no gosto popular”, afirma, exemplificando que, no caso do Jornalismo, as pessoas confundem o glamour passado por repórteres de TV e julgam que ser jornalista é uma forma de ficar famoso. “Muitos equívocos como este vão caindo ao longo da faculdade e as pessoas desistem. Os choques com a realidade são muito fortes e as pessoas não agüentam descobrir que não sabem escrever, que lêem muito pouco, ou que não têm boa dicção para o rádio, ou postura para a TV”, finaliza.

 

Entrevista

 

A seguir, uma entrevista com os coordenadores de dois dos três cursos de Jornalismo oferecidos na região da Grande Florianópolis. Luciano Bitencourt, da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), em Palhoça, e com Aureo Moraes, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na Capital. Os jornalistas comentaram a respeito do tema sobre a banalização pela escolha do curso, analisando pontos que abrangem desde a desistência do curso até as medidas necessárias para impedir que esta tendência aumente.

Na universidade na qual você coordena o curso, é notável a banalização pela escolha do curso de jornalismo? Você acha que a facilidade em passar no vestibular, geralmente maior no vestibular das universidades particulares, em relação às públicas, contribui para essa escolha?

Bitencourt - A questão da eventual banalização é mais complexa. Em primeiro lugar, é preciso reforçar que o vestibular tornou-se uma prática descontextualizada. É um processo seletivo. E processos seletivos só servem para lugares em que a seleção precisa ser rápida e os critérios, eliminatórios. Sendo assim, se justifica em lugares com grande demanda em relação à oferta. Em si mesmo, o vestibular não garante o acesso dos mais qualificados para o curso; no máximo, dos melhores preparados para a prova seletiva. E são coisas diferentes. Em segundo lugar, não creio que a opção pelo jornalismo esteja banalizada. Creio que a visão do jornalismo ("vendida" inclusive pelos próprios cursos) é que está fora de contexto. Como mediador social, o jornalista está perdendo sua função e, ele próprio, banalizando sua atividade, sendo conivente com os processos de exclusão social e se colocando ao lado das esferas de poder. Além disso, o jornalismo, para quem está ingressando no curso superior, não é uma atividade muito clara; ela se confunde com a das outras habilitações. Creio que a grande maioria dos estudantes só vai se dar conta do que é ser jornalista ao longo do curso.

Moraes - O único, ou um dos únicos indicadores que podem comprovar esta "tese" - de que os alunos escolhem mal o curso - é o índice de desistência. No curso de Jornalismo da UFSC, o percentual de alunos que desistem, sobretudo na primeira e segunda fases, não chega nem perto dos 10%. Quando há desistência ela alcança dois alunos no máximo, entre os 30 que ingressam todo ano. Portanto, não percebemos que haja, por aqui, a tal banalização.

Ao ingressaram no curso, quais os principais motivos que os alunos alegam por ter feito a escolha por jornalismo?

Bitencourt - Os motivos para ingresso são muito variados para fazer apontamentos taxativos. Não consigo identificar razões consistentes que representem um número significativo de alunos.

Moraes – Em regra, a escolha tem a ver com uma idealização que os jovens fazem da profissão. No caso da de jornalista não é diferentes das demais - Medicina, Direito, Engenharias. O homem idealiza um futuro, reúne as suas habilidades e preferências e constrói um modelo daquilo que pretende realizar profissionalmente. Assim é que, me parece, funciona a escolha. Há os mais comunicativos, aqueles que gostam de escrever, os aficcionados por tv, rádio, internet, etc. Daí partem para a escolha inicial e, se forem bem orientados, fazem da opção por um curso universitário sua profissão.

Ainda percebe-se, por parte dos acadêmicos, a presunção de que "jornalismo é glamour"? Este é um dos motivos que os motivam a escolher pelo curso?

Bitencourt - Ainda há quem pense assim. Mas creio que essa visão está mudando. O sentido de glamour vem do trabalho televisivo. E essa mídia já está "morrendo". Ainda vai demorar um pouquinho para que se perceba isso por aqui, mas o campo de trabalho está migrando para espaços em que o glamour não cabe. Acho que o problema é a idéia de que o jornalista é meio que o dono da verdade. Essa característica é mais forte. E hoje, os estudantes tendem a não compreender que o discurso jornalístico não deve expressar verdades absolutas (sobretudo as opinativas). O discurso jornalístico ainda é um "discurso de verdades", quando deveria ser o discurso resultante do exercício intelectual de interpretação do mundo e, portanto, uma versão possível.

Moraes -  Não sei... Pelo menos tal idéia está, normalmente, associada ao telejornalismo. Contudo, como nosso projeto pedagógico não privilegia nenhuma área, os alunos estudam todas, desde os pontos de vista téorico e prático. Assim, qualquer presunção de que o jornalismo é glamour, ou que eles estarão se formando "artistas de TV" cai por terra, quando se defrontam com as demandas mais sérias da futura profissão.

Há muita desistência no decorrer do curso? Por quais motivos?

Bitencourt - A desistência é comum em todos os cursos. Não creio que haja uma razão específica, em que se possa colocar toda a responsabilidade sobre o jornalismo enquanto atividade. As dúvidas já antecedem o ingresso. Tradicionalmente, a escolha por um curso de nível superior é acompanhado de angústia e imaturidade. O sistema de ensino brasileiro é perverso nesse sentido. É o sistema que gera esses sentimentos, digamos. As desistências são decorrência.

Moraes – A resposta a esta pergunta está na resposta da primeira, já que ambas têm relação diReta.

Quais as ações que deveriam ser feitas para impedir o aumento dessa tendência da banalização do curso?

Bitencourt - Mesmo não considerando a banalização desse processo, posso dizer que há questões que precisam ser pensadas. Estamos discutindo, por exemplo, a exigência do diploma para o exercício profissional, como forma de qualificar a atividade jornalística. Mas está cada vez mais difícil acompanhar os noticiários. As informações são mal apuradas, o discurso é autoritário e os interesses quase nunca estão expressos (mesmo que implicitamente) nas matérias. Só para apontar algumas questões. A discussão sobre o diploma está restrita à uma perspectiva de "reserva de mercado". Para discutir a qualificação pelo diploma, seria preciso, primeiro, discutir o que se propõe como qualificável nos postos de trabalho (já escassos nos moldes tradicionais). A discussão é simplória, sem profundidade. Creio que são os debates em torno das questões sociais relevantes e os discursos decorrentes é que estão banalizados. E isso traz reflexos diretos nos processos de formação acadêmica.

Moraes - Não concordo com a tal banalização. Penso que o que existe são dois aspectos. Primeiro: imaturidade na hora de escolher um curso superior. E isso vale para qualquer profissão. Os jovens da atual geração recebem muita informação, mas a processam mal. Lêem pouco, refletem quase nada. Assim é natural que escolham por várias outras influências e menos por convicção. Segundo: uma vez escolhido o curso de Jornalismo, o que vai determinar se a escolha foi correta ou não é, ao meu juízo, a qualidade do ensino oferecido. Um curso sem qualidade, sem consistência, leva mais cedo à conclusão de que a escolha foi errada.

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Matérias produzidas em aula (IV)  escrito em segunda 17 novembro 2008 00:08

Formado em Música e Bacharel em Violino pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), o músico Luiz Henrique Fontão, de 33 anos, trilha um caminho de superações e, principalmente, de grandes conquistas. Nascido em uma família pobre, de nove irmãos, conviveu na infância com as dificuldades financeiras e a falta de políticas públicas que incentivassem sua aproximação com a música. Hoje, reconhecido e profissionalmente consolidado, o músico se dedica a impedir que jovens carentes enfrentem os mesmos obstáculos que defrontou quando era jovem e sonhava em iniciar-se na música.

Fontão desenvolve projetos sociais em Florianópolis e promove diversos eventos culturais, todos tendo a música como meio de integração. O músico coordena um trabalho com 15 alunos portadores de deficiência e outro projeto na Igreja Metodista do Bairro Jardim Atlântico, com crianças carentes.

Para 2009, o músico pretende montar uma orquestra com seus alunos, que inclua desde a música barroca à Música Popular Brasileira (MPB), e, no decorrer do projeto, tem o propósito de migrar para o gênero gospel. “Pretendo, também, oferecer cursos para  escolas públicas, sempre visando a  inclusão social dos alunos carentes no universo musical”, adianta.

Entre outros planos para o futuro, estão o de produzir um CD para divulgar o grupo e da criação de uma Organização Não-Governamental (ONG). Fontão ainda pretende criar o projeto “Vencendo Limites - Música para Todos”. Orçada em 25 mil reais, a iniciativa seria a primeira em que os alunos ganhariam cachê. “Eles precisam se sentir úteis e, também, necessitam muito de  uma fonte de renda. São pessoas carentes de muitas coisas, mas são felizes e, quando tocam ou cantam, passam essa  felicidade para quem os assistem”, pontua.

 Entre os principais desafios de seus projetos, Fontão destaca a ocasião em que teve de inventar maneiras de ensinar a música a alunos cegos, que hoje fazem parte de um coral. Outra barreira que o músico ainda enfrenta é o de instruir os portadores de deficiência. “O aprendizado deles é lento e deve ser feito com muito cuidado”, afirma.

Os projetos sociais pararam em agosto deste ano por falta de verba e, também, devido às eleições, quando Fontão candidatou-se a vereador pela Capital, porém sem ter sido eleito. Embora o grande interesse de em seguir com as iniciativas, Fontão salienta as objeções que encontra em conseguir recursos para que possa viabilizá-las. “Muitas  vezes,  tiro dinheiro do meu próprio bolso para  ajudar os alunos. Além disso, existe a falta de interesse do Estado em apoiar os projetos”, revela.

Apesar das dificuldades, o músico não perde o entusiasmo de continuar realizando os projetos. “A música acolhe, a arte não obriga a nada. É uma atividade para quem quer mais da vida”, conclui.

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