Da paixão pelo esporte, surgida do convívio com o pai, que era jogador de futebol, o locutor esportivo Luiz Augusto Luciano Alano, hoje com 31 anos, começou a fazer história na área da comunicação ainda na juventude. Aos 14 anos, conseguiu um emprego como auxiliar de operações na Rádio Tubá, em Tubarão, no Sul do Estado. Logo, começou a narrar as notas de falecimento da rádio e, um ano depois, iniciou como apresentador de programas esportivos.
Em 1994, Alano trabalhou na Rádio Guarujá, em Orleans, também no Sul catarinense. Lá, ficou até 1996, quando voltou à Rádio Tubá. Logo, profissionais da área começaram a perceber o grande talento de Alano para narrar jogos esportivos. Assim, em 1998, aos 20 anos, Alano deu início a um antigo sonho: narrou sua primeira partida como narrador profissional. Pouco tempo depois da precoce ascensão profissional, o jovem locutor virou chefe de esportes da rádio onde trabalhava.
Em 2001, Alano aceitou um convite para trabalhar como narrador esportivo na Rádio São Francisco, em Caxias do Sul (RS), onde permaneceu por dois anos. Da cidade gaúcha, Alano lembra com grande satisfação. “Adorei os anos que trabalhei lá. O tempo que passei em Caxias do Sul teve fundamental importância para meu crescimento profissional”, destaca.
Porém, foi em 2004 - através de uma indicação do radialista Salles Júnior, que desde a época da Rádio Tubá, apostava no talento de Alano - , que o narrador alçou o maior vôo da carreira até então. Foi contratado pela Rádio CBN/Diário, de Florianópolis, para o cargo de locutor esportivo. Na Capital catarinense, veio, então, a consagração de seu trabalho: neste ano, Alano ganhou o prêmio da Associação Catarinense de Rádio e televisão (Acaert), como Melhor Locutor Esportivo.
Para o futuro, Alano vem investindo na área de comunicação. Está no quarto período da faculdade de Jornalismo, e, além da rádio, faz transmissões esportivas pela televisão, nos canais TVCom e SporTV Premium. Reconhecido e consolidado na vida profissional, Alano se mostra tranqüilo quanto à carreira. “Não existe escola para formar narradores. Um em cada dez tem talento para a profissão. Em Santa Catarina, principalmente, o mercado é bom, devido a essa escassez.”
E Alano não se contenta. Pelo contrário: sonha ainda mais alto. “Quem sabe um dia, eu ainda narre um jogo de Copa do Mundo”, finaliza.

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