Matérias produzidas em aula (IV)  escrito em segunda 17 novembro 2008 00:08

Formado em Música e Bacharel em Violino pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), o músico Luiz Henrique Fontão, de 33 anos, trilha um caminho de superações e, principalmente, de grandes conquistas. Nascido em uma família pobre, de nove irmãos, conviveu na infância com as dificuldades financeiras e a falta de políticas públicas que incentivassem sua aproximação com a música. Hoje, reconhecido e profissionalmente consolidado, o músico se dedica a impedir que jovens carentes enfrentem os mesmos obstáculos que defrontou quando era jovem e sonhava em iniciar-se na música.

Fontão desenvolve projetos sociais em Florianópolis e promove diversos eventos culturais, todos tendo a música como meio de integração. O músico coordena um trabalho com 15 alunos portadores de deficiência e outro projeto na Igreja Metodista do Bairro Jardim Atlântico, com crianças carentes.

Para 2009, o músico pretende montar uma orquestra com seus alunos, que inclua desde a música barroca à Música Popular Brasileira (MPB), e, no decorrer do projeto, tem o propósito de migrar para o gênero gospel. “Pretendo, também, oferecer cursos para  escolas públicas, sempre visando a  inclusão social dos alunos carentes no universo musical”, adianta.

Entre outros planos para o futuro, estão o de produzir um CD para divulgar o grupo e da criação de uma Organização Não-Governamental (ONG). Fontão ainda pretende criar o projeto “Vencendo Limites - Música para Todos”. Orçada em 25 mil reais, a iniciativa seria a primeira em que os alunos ganhariam cachê. “Eles precisam se sentir úteis e, também, necessitam muito de  uma fonte de renda. São pessoas carentes de muitas coisas, mas são felizes e, quando tocam ou cantam, passam essa  felicidade para quem os assistem”, pontua.

 Entre os principais desafios de seus projetos, Fontão destaca a ocasião em que teve de inventar maneiras de ensinar a música a alunos cegos, que hoje fazem parte de um coral. Outra barreira que o músico ainda enfrenta é o de instruir os portadores de deficiência. “O aprendizado deles é lento e deve ser feito com muito cuidado”, afirma.

Os projetos sociais pararam em agosto deste ano por falta de verba e, também, devido às eleições, quando Fontão candidatou-se a vereador pela Capital, porém sem ter sido eleito. Embora o grande interesse de em seguir com as iniciativas, Fontão salienta as objeções que encontra em conseguir recursos para que possa viabilizá-las. “Muitas  vezes,  tiro dinheiro do meu próprio bolso para  ajudar os alunos. Além disso, existe a falta de interesse do Estado em apoiar os projetos”, revela.

Apesar das dificuldades, o músico não perde o entusiasmo de continuar realizando os projetos. “A música acolhe, a arte não obriga a nada. É uma atividade para quem quer mais da vida”, conclui.

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Matérias produzidas em aula (III)  escrito em domingo 16 novembro 2008 22:53

Formados em Turismo pela Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, em São José, na Grande Florianópolis, Luciene Kumm, 50 anos, e Walfredo Kumm, 52, se conheceram em uma viagem pelo interior do Estado há 33 anos. Em 1999, o casal não hesitou em vender uma banca de revistas, de onde tiravam o sustento da casa, para realizar um antigo sonho: o de se aventurar em viagens e expedições mundo afora. 

           Durante estes quase dez anos, o casal fez viagens pelo interior do Brasil e pelo continente Americano. Na lista de aventuras vividas por eles, figuram jornadas a países como Estados Unidos, Canadá e Argentina. Em março de 2009, o casal viaja para as geleiras do Chile. E, para março de 2011, Luciene e Walfredo pretendem fazer uma expedição ao Alaska, e, assim, concretizar uma meta que vem sendo planejada a anos.

           Luciene, hoje, faz pós-graduação em Fotografia e cursa Jornalismo para que, futuramente, possa aliar os cursos ao Turismo, para realizar coberturas turísticas durante suas viagens. “Além de eu ser apaixonada por documentar as expedições que faço, vou conseguir, através dessa união de profissões, a sustentabilidade da minha família”, planeja a turismóloga, que, hoje, arrecada os recursos financeiros necessários para a viabilização das viagens através do aluguel da garagem náutica Marina Club, que ela e o marido possuem na Cachoeira de Bom Jesus, localizada no Norte da Ilha de Santa Catarina.

O casal não esconde o orgulho e emoção ao lembrar das viagens que já fizeram. Para Walfredo, a expedição à Patagônia foi a que mais o marcou. Já Luciene elege as montanhas do Canadá como o local mais interessante que já conheceu. Porém, ao serem indagados se algum dos lugares visitados os fariam deixar Florianópolis para residir, os dois entram em acordo. “Ao conhecer Vancouver, no Canadá, passamos a ter um novo conceito de qualidade de vida. Sabe o que é uma cidade inteira parar porque uma criança está na rua? Só deixaríamos nossa boa e velha Ilha para morar lá”, afirma o casal.

Na resposta à pergunta sobre o medo que surge diante dos riscos que se apresentam a cada nova aventura, o casal se mostra tranqüilo. "Acreditamos na proteção divina, e isto nos basta para que continuemos descobrindo novos lugares", sentenciam.

            Quanto à insistência de dois dos três filhos do casal em resistir a aceitar o estilo de vida "incomum" dos pais, Luciene e Walfredo são taxativos. "É isso que nos torna mais felizes. Seguiremos este sonho até o fim, independente das reações das outras pessoas. Cada descoberta é uma conquista, e cada conquista é uma emoção diferente. Não há preço no mundo que pague esta sensação", concluem.

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Matérias produzidas em aula (II)  escrito em domingo 16 novembro 2008 22:48

Sob temas como a exigência da obrigatoriedade do diploma e das dificuldades encontradas na prática da profissão de jornalista, o cabo da Base Aérea de Florianópolis e funcionário do setor de Relações Públicas da organização, Bruno Guarda Cestari, de 21 anos, conversou com os acadêmicos da segunda fase de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá, em São José, na Grande Florianópolis, na manhã da última terça-feira, dia 4.

Formado em um curso técnico de eletrônica, Bruno, há três anos, abandonou a faculdade de Física e ingressou na Base Aérea da Capital catarinense. Na instituição, passou a realizar concursos e acabou tornando-se funcionário da área de comunicação social.

Na função, Bruno participa de uma equipe de oito pessoas. Entre as atividades, estão a de realizar a documentação fotográfica e a cobertura jornalística dos eventos realizados pela Base Aérea da Capital e de todo o Estado de Santa Catarina, e, também, a divulgação e organização dos que serão realizados.

Hoje, cursa Mídia Eletrônica, faculdade a qual, segundo ele, lhe deu a certeza de que é no campo da comunicação onde será feliz profissionalmente. “Me apaixonei pela área de criação gráfica, e quero seguir nela até o fim”, declarou.

Bruno lembrou o sensacionalismo da mídia acerca de casos ocorridos na Base Aérea de Florianópolis, como o suicídio de um tenente no dia 6 de junho de 2006. “Na ocasião, pude trabalhar com jornalistas formados. O trabalho tornou-se muito mais fácil”, reconheceu, embora exerça a atividade jornalística sem ter diploma do curso. “Somente quem estudou Jornalismo sabe o que deve ou não ser feito nestas situações mais delicadas”, finalizou, defendendo a obrigatoriedade do curso superior para a prática da profissão.

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Matérias produzidas em aula (I)  escrito em domingo 16 novembro 2008 22:41

           Da paixão pelo esporte, surgida do convívio com o pai, que era jogador de futebol, o locutor esportivo Luiz Augusto Luciano Alano, hoje com 31 anos, começou a fazer história na área da comunicação ainda na juventude. Aos 14 anos, conseguiu um emprego como auxiliar de operações na Rádio Tubá, em Tubarão, no Sul do Estado. Logo, começou a narrar as notas de falecimento da rádio e, um ano depois, iniciou como apresentador de programas esportivos.

Em 1994, Alano trabalhou na Rádio Guarujá, em Orleans, também no Sul catarinense. Lá, ficou até 1996, quando voltou à Rádio Tubá. Logo, profissionais da área começaram a perceber o grande talento de Alano para narrar jogos esportivos. Assim, em 1998, aos 20 anos, Alano deu início a um antigo sonho: narrou sua primeira partida como narrador profissional. Pouco tempo depois da precoce ascensão profissional, o jovem locutor virou chefe de esportes da rádio onde trabalhava.

          Em 2001, Alano aceitou um convite para trabalhar como narrador esportivo na Rádio São Francisco, em Caxias do Sul (RS), onde permaneceu por dois anos. Da cidade gaúcha, Alano lembra com grande satisfação. “Adorei os anos que trabalhei lá. O tempo que passei em Caxias do Sul teve fundamental importância para meu crescimento profissional”, destaca.

          Porém, foi em 2004 - através de uma indicação do radialista Salles Júnior, que desde a época da Rádio Tubá, apostava no talento de Alano - , que o narrador alçou o maior vôo da carreira até então. Foi contratado pela Rádio CBN/Diário, de Florianópolis, para o cargo de locutor esportivo. Na Capital catarinense, veio, então, a consagração de seu trabalho: neste ano, Alano ganhou o prêmio da Associação Catarinense de Rádio e televisão (Acaert), como Melhor Locutor Esportivo.

          Para o futuro, Alano vem investindo na área de comunicação. Está no quarto período da faculdade de Jornalismo, e, além da rádio, faz transmissões esportivas pela televisão, nos canais TVCom e SporTV Premium. Reconhecido e consolidado na vida profissional, Alano se mostra tranqüilo quanto à carreira. “Não existe escola para formar narradores. Um em cada dez tem talento para a profissão. Em Santa Catarina, principalmente, o mercado é bom, devido a essa escassez.”

           E Alano não se contenta. Pelo contrário: sonha ainda mais alto. “Quem sabe um dia, eu ainda narre um jogo de Copa do Mundo”, finaliza. 

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Novas postagens!  escrito em domingo 16 novembro 2008 22:31

Amigos!

Estou publicando aqui no blog algumas das matérias que fiz neste ano, durante as aulas de Redação Jornalística II,  na Faculdade  Estácio de Sá.

São histórias que considero interessantes, e aproveito para compartilhar com vocês um pouco do que produzo durante as aulas.

Comentem, critiquem, sugiram...Desde sobre as histórias dos textos, até a estrutura da notícia e a maneira como escrevo, todas as opiniões são bem vindas!

Um abração,

Alessandro Engroff.

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