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1.155 X 1.152: memórias de um dia inesquecível  escrito em terça 06 outubro 2009 02:13

Grandes conquistas merecem ser relembradas para sempre. Por isso, depois de três meses sem postar neste espaço, volto para recordar uma data que, com certeza, não foi um dia qualquer. 5 de outubro de 2008 entrou para a história de, no mínimo, 2.472 pessoas de tal maneira que torna impossível não relembrar esta data hoje. Exatamente há um ano, eleitores de todo o país iam às urnas para exercer o mais soberano de todos os direitos: o voto democrático. Em algumas cidades, o pleito já pode ter caído no esquecimento, mas não na querência onde uma eleição define destinos: Pirapó, minha terra natal.

Cheguei lá no sábado à tarde, às vésperas das eleições. Os dias que antecederam aquele período foi movimentado. Quem visita este espaço com alguma frequência deve ter percebido, através de relatos e de meus textos, um pouco do ritmo frenético que transcorria lá. Pois bem. Cheguei preparado para ouvir alguns desaforos - havia recebido tantos aqui no blog, e imaginei que ao vivo seria pior. Mas não. (In)Felizmente me enganei - o "reconhecimento" foi dado pessoalmente apenas no Carnaval, o que não vem ao caso agora.

O sábado foi longo. Fiquei até 3h da madrugada conversando com meus amigos sobre o pleito que seria dali a poucas horas. Me inteirei em detalhes sobre tudo o que havia ocorrido nas últimas semanas. Diante de tantos absurdos de que fui informado, a certeza de que a vitória seria nossa surgiu de uma maneira sobrenatural. Ao ficar sabendo dos truques demoníacos usados por uns e outros, percebi que, se existisse realmente uma força divina superior a tudo, não havia o que temermos.

E então chegou o domingo. Seis e meia da manhã estava eu em pé, de banho tomado e vestido com minha melhor roupa, como se fosse a uma festa! Aquele dia foi o mais esperado por mim e tantas outras pessoas desde o trágico 3 de outubro de 2004. Foi um dia agitado, tenso, tal como se previa. Não poderia ser diferente. Estava cada vez mais próximo que definiria o rumo de vidas por, pelo menos, mais quatro anos.

Olhares de provocação entre adversários por todos os lados, piadas soltas no ar durante todo o dia. E flashes. Muitos flashes! Um evento que foi documentado à altura de sua importância. Os palpites também corriam a mil. Ora companheiros garantiam vitória para nós para mais de 100 votos, ora outros davam derrota por mais de 300. E, em meio a isso tudo, as unhas já estavam todas comidas e o coração apenas batendo para cumprir uma necessidade vital. Era realmente cruel. As voltas do ponteiros do relógio tornavam-se mais dolorosas a cada minuto que passava.

17h. Coração querendo saltar do peito. Não havia nada mais para ser feito. O resultado seria conhecido dentro de minutos, e muitos destinos viriam traçados juntos aos extratos das urnas. Confesso que me faltam palavras para narrar os momentos que se seguiram. Primeiro foi o resultado das urnas do centro da cidade. Os metidos a sabidões diziam que se desse "x" votos de diferença, ganharíamos. E, seguindo essa lógica, saímos em vantagem! Já nessa hora, muitos davam como certa nossa vitória. Vieram mais alguns resultados das urnas do interior, até que fomos informados de que em uma comunidade na qual sempre levávamos vantagem larga, desta vez havia diminuído drasticamente. Isso foi o suficiente para correr o boato de que a eleição estava perdida. Foi aquele desânimo.

A emoção sentida naqueles instantes é difícil expressar em palavras. Nem sei direito quanto tempo durou. Começamos a ouvir gritos vindos de algum lugar que ficava aos fundos da casa onde estávamos, e já achamos que eram nossos adversários comemorando a vitória. Uma sensação das piores. Imaginava meus desafetos comemorando aquela vitória que eu tinha certeza que seria nossa e que eu tanto esperara. Aqueles gritos me remeteram aos que eu tinha ouvido há quatro anos atrás e que me traumatizaram sobremaneira. Me valendo do lugar-comum, posso dizer que queria que o chão se abrisse sob meus pés.

Não sei se foi depois de segundos ou minutos, mas logo surgiu um amigo correndo ali onde estávamos. "Ganhamos, três votos! Três votos! Três!", repetia ele, mostrando com os dedos a vantagem mínima que ainda nos deixava em dúvida. Posso até estar exagerando, mas neste momento acho que não estava com todos os meus sentidos funcionando. As pernas moles, as mãos trêmulas, geladas, o corpo arrepiado do dedo mínimo ao último fio de cabelo. Uma explosão de sentimentos. De dentro, emergia aquela vontade única de gritar, chorar... Nós! Éramos NÓS que havíamos ganhado a eleição mais disputada e difícil da história de Pirapó!

Corri até a casa de minha tia, com aquele número ecoando na minha cabeça. Ia repetindo baixinho, contando nos dedos, coçando a cabeça... Acho que quem reparasse pensaria que eu estava sofrendo um ataque de esquizofrenia. Da casa onde eu estava até a de minha tia dava pouco mais de uma quadra, e já podia vê-los comemorando. Lá estava minha família e, claro, ela, a minha mãe. Quando estava chegando ao local, meu pai veio me encontrar, enquanto no céu já estouravam os primeiros fogos, anunciando a grande vitória. "Três votos, Ale! Três votos, Ale"... Era só isso que ele conseguia repetir. Em frente à casa, as pessoas pareciam não acreditar no resultado que haviam descoberto há minutos.

Pelo meio da multidão, já encontrei minha mãe, que, além do êxito na chapa majoritária, comemorava os votos que tinha feito nas urnas da cidade para vereadora e com os quais também já estava eleita. Eu, que até então não havia chorado, desabei ao abraçá-la. "Valeu a pena, mãe, ganhamos! GANHAMOS!"... Eu e ela, desta vez, derramávamos lágrimas de alegria, e não de dor e tristeza como havíamos chorado há quatro anos. Sabe aquela sensação de plenitude, de que vale mesmo a pena ir atrás do que a gente sonha? Aquela certeza de que há sempre alguém lá de cima olhando por quem é do bem... O rosto molhado de contentamento das pessoas que estavam naquele pátio foi um dos espetáculos mais lindos que já vi em toda a minha breve vida.

Ali, vi as mais diversas formas de comemoração. Pessoas se abraçavam, se beijavam... Aquela mistura de alívio, alegria, felicidade... Enfim, toda a emoção de uma vitória histórica e que traduzia um brado de liberdade. Lembro de uma companheira nossa, que se deitou nas gramas feito uma criança e batia os pés no chão, chorando e gemendo desesperadamente, o que, juro a vocês, lembrava alguém sofrendo uma epilepsia. A filha dela, que devia ter uns seis ou sete anos, chorava ao lado da mãe, certamente assustada com aquela comemoração extravagante. "Nós ganhamos, filha... Nós ganhamos, filha!", consolava a mulher. Foi engraçado. Acho que foi a comemoração mais original que vi. Um descarrego um tanto escandaloso de aflição e sofrimento, mas que simbolizava a comoção e o conforto que todos nós sentíamos naquela ocasião. Jamais vou esquecer daquela cena, como tantas outras daquele dia.

Fomos em silêncio para o salão, onde seria a festa. Andamos em silêncio, respeitando a lei que proibia comemorações na rua. Chegando lá, assistimos ali perto nossos adversários desolados, se retirando do comitê; alguns balançando a cabeça, obviamente incrédulos com o resultado recém recebido. Mas também não vou entrar em detalhes agora. Não escrevo este relato para provocar ninguém: apenas quero relembrar a emoção de nós, os "comparsas" que mostraram "quem é que podia cantar de galo naquele terreiro"...

Depois de quase uma hora no salão, finalmente instalaram a aparelhagem de som. Nem que eu viva mais que a Dercy Gonçalves vou esquecer da música que abriu oficialmente nossa festa. "Abre a janela, meu amor, abre a janela"... Os versos do grupo Tradição deram a largada à folia comemorativa que se estendeu madrugada a dentro, que teve (claro!) a célebre "Sola da Bota" como hit absoluto.

Minutos depois, chegamos ao auge da festa. Nossos candidatos adentraram o salão e foram recebidos como salvadores de um povo há anos sedento por aquele triunfo. Quando subiram ao palco, gritos de aclamação tomaram conta de todo o espaço. Eu, igual a tantos outros ali presentes, chorava feito criança. Lágrimas que lavavam a alma e anunciavam um futuro de paz. Imaginava nossos adversários escutando calados aquela vibração, o cantar de nossos "ganizés", que ecoava pela cidade inteira. Não que sermos vingativos seja algo positivo, mas que dar o troco numa moeda três vezes mais dolorida nos deixava extasiados... Ah, isso deixava!... E como deixava!

E ainda deixa. Daquele dia em diante, alguns fatos podem até ter provocado polêmicas, intrigas, desentendimentos normais inerentes à política de uma cidade pequena. Porém, o saldo continua muito mais positivo do que negativo, e é isso que importa. Não vou repetir aqui o que já escrevi em outros textos, nos quais já fiz todos os desdobramentos que esta história poderia render.

Aquela vitória significou o desejo de um povo que clamava por respeito, por humildade, por um trabalho honesto e igualitário. Ainda estamos muito no começo do caminho, as dificuldades aparecem e resolvê-las nem sempre é tarefa fácil. Contudo, contamos com mais de três anos pela frente e tenho certeza que o possível será feito com primazia, sempre. Críticas racionais sempre serão aceitáveis, ao contrário do desejo de manipular resultados e tentar anular o irrevogável, atitudes que, enquanto existir um mínimo de retidão no mundo, já foi provado e comprovado que não servirão mais do que motivo de piada.

Já diz o ditado que "enquanto os cães ladram, a caravana passa". E, neste caso, a caravana passa de trenzinho, cujos tripulantes servem como um aceno de esperança e paz numa cidade que já sofreu com os horrores de um neo-coronelismo sanguinário que, sem saber valer sua chance, foi abatido por um "bando de comparsas". Um bando que deu a prova de que é, sim, a "ralé" quem verdadeiramente sabe como é que a banda deve tocar... E aos que tiveram que, à contragosto, se reacostumar a este ritmo, meus amigos... eu só lamento!

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Estamos vivos!  escrito em sábado 22 agosto 2009 04:41

Amigos, leitores e amigos leitores!

Não esqueci do blog. Apesar de um mês e meio longe deste espaço, sempre lembro que tem quem sempre passa por aqui espiar minhas "divagações virtuais".

Correria foi grande nas férias de julho, concluí um projeto que estava tentando terminar há mais de quatro anos. Enfim, nunca produzi tanto.

Prometo que volto postar neste espaço o quanto antes. Tem vários assuntos que quero compartilhar aqui. Só questão de tempo mesmo.

Valeu.

 

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Centro Espírita Caminho de Luz: um farol de esperança em meio à periferia  escrito em segunda 06 julho 2009 22:17

 


Alessandro Engroff

"Lembro que foi em 1996. Uma menina que recém havia entrado na adolescência apareceu aqui desesperada. Estava grávida, mas não queria ter o filho. Era muito pobre, viciada em drogas e morava na favela. Veio nos pedir ajuda, e nós a ajudamos. Durante a gravidez, ela freqüentava nossos encontros e aceitou a situação. Mas nós sabíamos que ela não havia largado os tóxicos. Ela teve o filho, o que a deixou muito feliz. Porém, certa noite, quando o bebê tinha seis meses, ela saiu de casa para buscar drogas e deixou a criança mamando no berço. Quando ela voltou, o bebê estava morto. Morreu sufocado com o leite da mamadeira.”

Apesar de raras, histórias como esta, contadas por Elza da Silva Brito, de 65 anos, são marcantes na vida dela e de Custódia Demétrio da Silveira, de 60. O trabalho que realizam junto ao Centro Espírita Caminho de Luz, que fica no bairro Procasa, na periferia de São José, na Grande Florianópolis, é reconhecido mais pelas histórias de final feliz do que pelas tristes. Porém, os voluntários da organização não- governamental (ONG), que presta assistência aos moradores de favelas da região há quase 20 anos, precisam conviver com as mazelas latentes numa grande periferia - como drogas, violência e más condições de saneamento-, para trazer a alguns de seus moradores a esperança de que a vida pode, sim, ser melhor e mais feliz.

Fundada em 1989, a entidade filantrópica sobrevive apenas de doações dos freqüentadores do local e de pessoas da comunidade. “A ONG se mantém com as mensalidades, que variam de R$ 3 a R$ 10, dos freqüentadores do Centro, que são em torno de 50. Há também as doações de pessoas 'de fora', que ajudam apenas por bondade”, conta Elza. Além da função espiritual, o Caminho de Luz realiza atividades semanais de orientação à gestantes e distribui roupas e cestas básicas provenientes de doações para famílias pobres da comunidade. Aulas de informática, cursos de evangelização, de artesanato e de artes aplicadas também fazem parte da programação do Centro.

Elza e Custódia recordam com orgulho da evolução da ONG. Fundada por uma equipe liderada pelo advogado Aílton Fermino Cardoso, atual presidente da organização, a criação do Centro se deu com uma pequena doação da Federação Espírita Catarinense (FEC) e com o dinheiro arrecadado com almoços e cafés coloniais beneficentes. De uma pequena casa, o Caminho de Luz transformou-se numa sede de nove cômodos, divididos em salas de artesanato, laboratório de informática, sala de recreação e evangelização para crianças, biblioteca, refeitório, sala de reuniões e espaços para as rezas.

A dedicação dos 35 voluntários do Caminho de Luz em praticar a caridade reflete na esperança com que as gestantes beneficiadas pelo trabalho da ONG encaram o desafio que vem pela frente. Antes de assumirem a responsabilidade de colocar uma nova vida no mundo, as futuras genitoras descobrem uma estrada pela qual podem caminhar com mais segurança e preparo. Oito meninas, todas muito jovens, participam atualmente das atividades do Centro e trazem no rosto ainda assustado a expectativa da nova fase que está prestes a iniciar.

Crochetando a esperança: o apoio às gestantes

Elza é vice-diretora do Centro e trabalha no local como voluntária desde a fundação. Ela conta que o amparo dado às gestantes é uma das principais ações da ONG e que, embora perceba que as mulheres estejam mais esclarecidas hoje do que duas décadas atrás, as dificuldades em realizar um trabalho assistencialista em uma comunidade pobre ainda são um constante desafio. “Há meninas grávidas de 12, 13 anos, que chegam aqui sem saber nem o que está acontecendo direito”, relata.

Chaiene Jacinto, de 18 anos, chegou há cinco meses ao Centro sem muita instrução de como agir no período de preparação para a chegada do bebê. “Não sabia nem como pegar a agulha para fazer crochê e costurar as roupinhas para o enxoval do meu filho”, lembra ela, que está com nove meses de gestação e aguarda a chegada da criança para os próximos dias. Desempregada, Chaiene foi incentivada pelo marido e pela família a freqüentar os encontros no Caminho de Luz. “Este período foi muito bom para mim. Posso não ter conseguido fazer muitas peças de crochê, mas aprendi bastante e melhorei como pessoa”, conta, aos risos, confessando que nem todas as dificuldades com o artesanato foram superadas.

Custódia é voluntária no local há 12 anos e hoje é a dirigente do departamento de assistência às gestantes. Segundo ela, ao chegar ao Centro, as mulheres grávidas fazem um cadastro e, a partir de então, participam das aulas de orientação sobre o período pré-natal. Durante este tempo, as gestantes também assistem às doutrinações. “Em nossos encontros, temos aulas de artesanato, em que elas próprias confeccionam o enxoval de seus bebês”, conta, ressaltando que, depois de darem a luz, muitas meninas acabam encontrando na técnica um nova fonte de renda. “Elas freqüentam os encontros até o nascimento da criança, mas continuam recebendo doações de cesta básica e de leite por mais seis meses”, revela.

O número de cestas distribuídas por mês varia bastante, dependendo das doações. Segundo Custódia, hoje o Centro atende 12 famílias, além das famílias das oito gestantes. A equipe de apoio às grávidas é composta por seis voluntários. Não há profissionais especializados, como psicólogos ou médicos. De acordo com Elza, os colaboradores do Centro não encaram isso como um trabalho, até porque a doutrina espírita não permite. “Nossos voluntários estão aqui pelo prazer de ajudar, pelo amor que têm ao semelhante e porque sabem que somos todos irmãos perante Deus”, garante.

A história de vida de Ivonete Lima, de 50 anos, se confunde com a do Centro. Há 18 anos, ela chegou grávida ao Caminho de Luz buscando apoio e, desde então, não parou de freqüentar o local. Depois de tornar-se mãe, virou voluntária, e, hoje, ensina as meninas gestantes a fazer o enxoval dos bebês. “O que aprendi lá na década de 90 posso agora repassar às futuras mamães. Isto é muito gratificante. É tão boa essa sensação de ajudar que não saí daqui nunca”, afirma, emocionada.

A solidariedade que ilumina a estrada

Além do caráter filantrópico, a ONG também disponibiliza quatro doutrinárias por semana – reuniões em que se debatem temas presentes no dia-a-dia, como a solidariedade e o amor ao próximo. Nas sessões, segundo Elza, não é somente ensinada a doutrina espírita. “O que repassamos nestes encontros são os ensinamentos de Jesus, os ensinamentos do amor... E é essa a razão do sucesso do nosso trabalho”, acredita. Ela também conta que, embora o Centro atenda a pessoas carentes de bairros como Chico Mendes, Monte Cristo e Barreiros, a ONG não rejeita nenhuma pessoa que for até o local pedir ajuda. “Claro que a maioria de nossos assistidos são pessoas que não tem estrutura familiar nem financeira de agir corretamente no período da gravidez, mas todos que confiarem em nossas ações vão receber atenção e carinho. Estamos aqui para fazer o bem sem olhar a quem”, assevera.

Segundo a Secretaria de Ação Social de São José, o Caminho de Luz é o único projeto nestes moldes de auxílio do Procasa. As jovens gestantes que freqüentam o local são mulheres que reorganizam suas vidas através de um projeto social, para, somente depois, trazer à realidade um novo ser. Realidade que para quem vive numa periferia, para a qual são direcionadas poucas ações assistencialistas, pode ser mais difícil de se viver do que o mundo ideal, livre da penúria e da violência, que uma mãe sonha em proporcionar ao seu filho. Porém, o amor com que pessoas como Elza, Custódia e Ivonete e todos os outros voluntários do Caminho de Luz se destinam a colaborar com a transformação, por mais tímida que seja, deste sonho em realidade, acalenta as futuras mamães. Mulheres que, em breve, terão nos braços pequenos seres, aos quais vão ensinar por que caminhos eles devem seguir.

* Reportagem produzida na disciplina de Redação III, com o tema "Pauta livre na periferia".

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Pelo respeito ao jornalista e à qualidade da informação!  escrito em sábado 27 junho 2009 01:04

Flyer criado pela Agência Junior de Publicidade da Estácio.

 

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E quando o mundo "chora" a morte de Michael Jackson...  escrito em sábado 27 junho 2009 00:21

Do blog do autor de novelas Aguinaldo Silva, sempre genial:

"Começou o processo de canonização, como sempre comandado pelos hipócritas. Michael Jackson, o negrinho metido a branquelo, o pedófilo, o malucão de todas as manias, agora é reconhecido, pelos mesmos que o crucificaram em vida, como o artista importante que foi - um dos maiores do século XX. O que mais se vê na mídia é gente chorando lágrimas de crocodilo. Mas Michael, na morte como na vida, está muitos quilômetros acima dessas miseráveis carpideiras."

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